Atual legislação permite desvios e práticas ilegais, defendeu o ator Odilon Wagner Jotabê Medeiros, do Estado de S. Paulo
Odilon Wagner, presidente da Associação de Produtores Teatrais Independente
SÃO PAULO - Cerca de 400 pessoas, entre artistas, produtores culturais, intelectuais, políticos e ministros, participaram de um debate sobre a legislação de incentivo à cultura, realizado em São Paulo, na noite da segunda-feira, 8.
Entre os participantes estiveram as atrizes Beatriz Segall, Rosi Campos, Ester Góes, o ator e produtor teatral Odilon Wagner, o senador Eduardo Suplicy (PT-SP), além dos ministros Juca Ferreira (Cultura) e Fernando Haddad (Educação).
O debate aconteceu na sede da Associação dos Advogados de São Paulo e foi promovido em conjunto pelos ministérios de Ferreira e Haddad, para discutir as alterações no atual texto da Lei Rouanet. Segundo o ministro da Cultura, as modificações devem ser enviadas ao Congresso até o fim deste mês e 16 pessoas, em Brasília, trabalham atualmente no aprimoramento da lei.
O debate começou às 19h30 e só terminou - depois de discussões acaloradas - por volta das 23h. A temperatura chegou a subir em alguns momentos, especialmente entre Odilon Wagner e o ministro Ferreira, quando este disse que atores e produtores que usufruem da formatação atual da Rouanet e não querem mudanças que lhes retirem privilégios.
Wagner, que preside a Associação de Produtores Teatrais Independentes (APTI) retrucou, afirmando que os estudos do Minc (Ministério da Cultura), que apontam grande concentração de recursos nas mãos de poucos produtores estariam errados.
”Não adianta buscar cabelo em ovo, é impossível defender tamanha concentração (de dinheiro)", disse o ministro. Para ele, os críticos às propostas de alteração na Lei Rouanet não souberam ler os dados sobre a distribuição de verbas para a produção artística disponibilizados pela pasta."Tentaram desmoralizar o novo projeto antes que fosse apresentado. Mas a atual legislação permite desvios e práticas ilegais", completou.
Durante o debate, houve momentos de grande manifestação de apoio ao ministro, mas produtores contrários à proposta se retiraram do auditório, alegando cerceamento da liberdade de expressão, entre eles, o dramaturgo, produtor de teatro e cinema, e diretor secretário da APETESP (Associação de Produtores de Espetáculos Teatrais do Estado de São Paulo), Paulo Pélico.

O documentário “De Orquídeas e Selos”, de Carolina Paraguassú Dayer, foi selecionado para participar do Femina (Festival Internacional de Cinema Feminino), que será realizado de 1 a 7 de junho, na Caixa Cultural. O festival visa valorizar e destacar o trabalho da mulher no cenário cinematográfico brasileiro e mundial e, assim, estimular o surgimento de novas diretoras.
O curta-metragem mostra a história de João Dayer Bechara, um simpático advogado de 88 anos, que recorda, através da coleção de selos, a sua vida desde a vinda de seus pais do Líbano para o Brasil, e do tempo em que colecionava orquídeas. Durante as filmagens, a equipe acompanhou Dr. João em uma viagem ao passado pela lente de suas coleções.
Esta será a segunda oportunidade para o público carioca assistir à obra de Carolina Paraguassú Dayer. O documentário “De Orquídeas e Selos” foi exibido pela primeira vez durante o REcine (Festival Internacional de Cinema de Arquivo), realizado em outubro de 2008 no Arquivo Nacional do Rio de Janeiro. Após este primeiro e único contato com o público, o filme foi remontado e passou por uma segunda etapa de finalização que, concluída, será exibido em junho durante o Femina. O documentário foi realizado após a oficina do REcine, ministrada em julho de 2008 pelo cineasta Eduardo Escorel, que orientou os participantes na realização dos curtas. O desejo da jornalista goiana em contar a história de seu avô surgiu numa viagem para o Espírito Santo. - Fui selecionada para a oficina, que é muito disputada no Rio de Janeiro. Uma semana antes de começar o REcine ainda não tinha um tema para o documentário e meu avô comentou sobre os selos de sua coleção e as histórias que existem neles. Sempre tive vontade de fazer um filme com meu avô, que com 88 anos continua trabalhando diariamente, e o curta foi uma forma de homenageá-lo – comentou Carolina. Com pouco tempo para a realização do documentário, a cineasta reuniu uma equipe formada por profissionais experientes e iniciantes, divididas em duas equipes. No Rio de Janeiro foram filmados o depoimento do Dr. João e a pesquisa para o material de arquivo necessário ao curta. Cumprida esta etapa, a finalização das duas versões foi realizada em Goiânia, onde outros profissionais participaram do filme. Além do Femina, o documentário “De Orquídeas e Selos” concorrerá na VII Mostra ABD Cine Goiás, mostra competitiva paralela ao FICA (Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental), que acontece na cidade histórica de Goiás, também em junho.
Filmografia da Diretora
A diretora também está finalizando um documentário longa-metragem, que teve início em 2005, durante a graduação em Comunicação Social – Jornalismo pela PUC-Rio, e que conta com equipe de Goiânia e Rio de Janeiro. O filme “Resistência.doc” narra a história política de Goiás na primeira metade da década de 1960. Através de depoimentos de personagens da época e orientado pela análise de um vasto acervo documental, o documentário aborda o governo planejado de Mauro Borges Teixeira (1961-1964) e dois momentos importantes na história nacional: o Movimento da Legalidade em 1961 e a Intervenção Federal do regime civil-militar no ano de 1964 em Goiás.
Carolina dirigiu, produziu e editou diversos filmes durante a graduação no Rio de Janeiro e após seu retorno para Goiânia. Entre eles, “Selva do Meu Desejo” (edição) e “Dinorah Marzullo” (edição) com direção do dramaturgo Roberto Athayde, no Rio de Janeiro e em Goiânia, participou das obras: “Sexodrama” (direção de produção) direção de Alyne Fratari, “Kalunga” (montagem) direção de Luiz Elias, Pedro Nabuco e Sylvestre Campe, e “Resistência.doc” (direção, produção, pesquisa, roteiro e edição).
Recentemente integrou em Goiânia o júri de premiação do 2º MIAU – Mostra Independente do Audiovisual Universitário e participa do FICA (Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental) na mostra competitiva com o longa-metragem Kalunga.
Parceiros do Filme O curta “De Orquídeas e Selos” foi realizado pela Sabiá Filmes com os parceiros Câmera na Mão Cinema e Vídeo e Fóton Arquitetura Design, e os apoios do Arquivo Nacional, Curta o Curta, Delírio Tropical, Le Pain Du Lapin, Arte Flores, ABD Nacional e ABD-GO. SERVIÇO De Orquídeas e Selos no FEMINA 2009 Competição de Documentários - Programa 2 Sala de Cinema: Quarta-feira 03/06, 16h Sala de Vídeo: Sábado 06/06, 18h30 Local: Caixa Cultural Endereço: Av. Almirante Barroso, 25 – Centro, Rio de Janeiro - RJ ENTRADA FRANCA Assessoria de Imprensa: Rio de Janeiro: (21) 9654-8540 (Gustavo Marialva) gmarialva@gmail.com Goiânia: (62) 9112-3393 (Geórgia Cynara) imprensa@georgiacynara.com
A ABD completou esse ano 36 anos de milit7acirc;ncia e articulações em prol do audiovisual brasileiro. Esse site representa as 27 ABDs presentes em todas as unidades federativas do Brasil, concretizando assim a pluralidade cultural existente em nosso país, dando visibilidade as ações e conquistas em prol dos realizadores curtas-metragistas e documentaristas de todo o país.
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