Aconteceu durante o I Amazônia Doc entre os dia 22 a 26 de abril de 2009, em Belém. A reunião, que aconteceu dia 24/04, pela manhã no Instituto de Ciências da Arte (UFPa) contou também com a participação de nossa presidente Solange Lima, Geraldo Morais (Coalizão pela Diversidade Cultural) e Claudino de Jesus (Conselho Nacional de Cineclubes).

Abaixo a carta oficial do encontro com as deritrizes definidas pelo grupo para o encontro.

 

CARTA DE BELÉM

Assistimos a uma autêntica manifestação, múltipla e diversa, do documentário de várias partes do mundo, em particular, da América Latina e Caribe. Urge, ao mesmo tempo, a ampliação da circulação dos conteúdos audiovisuais, com ênfase ao gênero documentário, em toda a Região Pan-Amazônica, assim como o debate de seus realizadores e o contato da obra com seu público, destinatário desse imaginário pleno de revelações.

 

O primeiro Festival Pan-Amazônico de Documentários, o Amazônia DOC, se insere nessa proposta de intercâmbio e de conhecimento mútuo entre os países que integram o imenso território amazônico e na reflexão em torno da problemática e potencialidades da Pan-Amazônia – Brasil, Venezuela, Equador, Peru, Colômbia, Bolívia, Guiana Francesa e Suriname.  Assim como na busca de uma linguagem audiovisual que enriqueça o gênero documental e que proporcione maior eficácia de conteúdos, uma estética mobilizadora, densa e profusa, como nossa própria floresta.

 

Por ocasião da realização do I Amazônia Doc em Belém do Pará, os integrantes da Comissão Organizadora do 2º Encontro Século XXI de Documentaristas da América Latina, convocados pelo diretor Executivo do Conselho Nacional de Cinematografia do Equador, Jorge Luís Serrano, em cumprimento ao mandato outorgado pela Assembléia do 1º Encontro Século XXI realizado em Caracas, em novembro de 2008, reuniram-se para deliberar e estabelecer a agenda de trabalho que os conduza à realização do 2º Encontro Século XXI, na cidade de Guayaquil, no Equador e informam o que segue:

 

Fica aberta a convocatória aos documentaristas da América Latina e Caribe, com o espírito de refundação do movimento de documentaristas ditado pela carta do Rio de Janeiro e consagrado na declaração do 1º Encontro Século XXI de Caracas, a participarem do 2º Encontro que terá como tema central a Circulação de Conteúdos;

 

A estrutura do Encontro estará definida por cinco mesas de trabalho, organizadas em torno dessa questão. Essas mesas abordarão temas tais como: a criação de redes não comerciais de circulação; a promulgação de normas que garantam e estimulem a circulação comercial de conteúdos, tanto em salas, quanto em televisões; um novo papel do cineclubismo e elaboração de ações para formação de platéias; o papel do audiovisual comunitário, a televisão comunitária e a rede pública de televisões nacionais e regionais para circulação dos conteúdos audiovisuais; assim como aspectos que permitam definir uma forma de ativismo audiovisual em favor da criação de uma cidadania audiovisual continental.

 

A fim de garantir o equilíbrio na constituição das representações nacionais, o lançamento dessa agenda significa um chamado a todas as organizações de documentaristas da América Latina e Caribe, assim como as instituições nacionais do audiovisual, para organizarem convocatórias internas que garantam uma justa participação das representações respeitando-se a diversidade dessas representações, levando-se em conta as amplas formas de expressão audiovisual do documental atualmente existentes;

 

As representações nacionais deverão estar constituídas e definidas até o final de julho para preparação de suas respectivas apresentações nas mesas de trabalho. O Encontro prevê a realização de uma série de atividades paralelas: mostras, diálogos e oficinas com o público, retrospectivas e projeções especiais de documentários com a participação das diferentes delegações.

O Comitê Organizador do 2º Encontro Século XXI de Documentaristas da América Latina solicita a ampla divulgação deste comunicado, assim como a articulação das ações aqui recomendadas.

 

                                                Belém-PA, 25 de abril de 2009

 

JORGE LUIS SERRANO

EDMUNDO ARAY

TITO AMEIJEIRAS

HUMBERTO RIOS

   

Cândido entrega a carta ao ministro
Cândido entrega a carta ao ministro

 


A ACV/MS entregou um documento ao Ministro da Cultura, Juca Ferreira, manifestando as preocupações da categoria dos produtores independentes em relação a algumas atribuições da Lei que podem colocar a SAV na indigência. A entrega foi após o debate ocorrido em Campo Grande no dia 27 de Abril, o qual expôs os aspectos da reformulação da Lei Rouanet.
 

Na ocasião, a ACV/MS manifestou sua admiração pelo trabalho do Ministro que nesse debate e vários outros no país têm demonstrado que é um apóstolo das ações de seu ministério; sugeriu, em ofício, a criação, em convênio com Estados, Municípios e entidades culturais, de edifícios culturais que abriguem salas de cinema, teatro, artesanato, para a efetiva circulação dos bens culturais produzidos pelos Estados periféricos, além de denunciar a política cultural de MS, que em grande parte se restringe a contrapartida de convênios com verbas federais. Solicitou ainda, a participação das organizações de produtores culturais nas decisões das aplicações dessa verba que, segundo Juca, é dinheiro público e deve ser bem aplicado e fiscalizado.
Por fim, gravou um depoimento do Ministro que em breve estará no ar, aqui através da nossa página, no ABD no AR.
 

Cândido Alberto da Fonseca

Diretor de Comunicação da ABDN
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Solange Lima



Ao

Ministério da Cultura

Att. Exmo. Sr. Ministro da Cultura

Juca Ferreira

 

Exmo. Sr. Ministro da Cultura,
 

A ABDN - Associação Brasileira de Documentaristas, a CBCD - Coalizão Brasileira Pela Diversidade Cultural, o CNC - Conselho Nacional de Cineclubes, o SINDCINE – Sindicato dos Trabalhadores na Indústria Cinematográfica no Estado de São Paulo e a APBA - Associação das Empresas Produtoras de Audiovisual, instituições de caráter nacional representativas dos setores da produção de obras audiovisuais de curta, média metragens e documentários, da diversidade cultural e dos cineclubes brasileiros, vem mui respeitosamente, apresentar sua análise e suas contribuições para o aprimoramento do Projeto de Lei que institui o Profic – Programa de Fomento e Incentivo à Cultura, em substituição à Lei Rouanet, disponibilizada em consulta pública, observando inicialmente os seguintes aspectos:
 

1) O Projeto de Lei sugerido não contempla ações de fomento da Secretaria do Audiovisual para os segmentos que compõem o chamado “cinema não comercial” (festivais, cineclubes, curtas e médias metragens, animação, preservação, memória, formação, pesquisa, projetos de TV de caráter comunitário, educativos e públicos), em nenhum dos 5 (cinco) Fundos Setoriais propostos.
 

2) Esta lacuna impõe prejuízos e incertezas a estes importantes segmentos da cultura brasileira, que atuam de forma destacada e desempenham um papel fundamental no âmbito da cadeia produtiva do audiovisual brasileiro.
 

3) A produção de curtas e médias metragens, os cineclubes, os festivais, a animação, as ações de preservação cinematográfica, as escolas e cursos audiovisuais, os projetos de pesquisa, bem como os projetos e produção televisiva de caráter comunitário, educativo e público são, reconhecidamente, as iniciativas que mais contribuem para a formação e organização do público, democratização do acesso aos bens culturais audiovisuais, experimentação de linguagem, diversificação, resgate histórico, recuperação fílmica, aprimoramento e formação profissional, reflexão, difusão e circulação do acervo audiovisual brasileiro e exercício de uma plena cidadania cultural.
 

4) Por outro lado, dentre outros aspectos relevantes, tais setores desenvolvem ações que resultam na produção anual de cerca de milhares de obras audiovisuais de curta e média metragem e documentários produzidos por abedistas filiados às 27 seções da ABDN - Associação Brasileira de Documentaristas; na exibição semanal e sem fins lucrativos de centenas de obras audiovisuais brasileiras através dos 286 cineclubes filiados ao CNC - Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros e de mais de duas centenas de outros pontos já mapeados, porém não filiados a entidade;
 

5) Estes segmentos da cadeia produtiva do audiovisual tornaram-se importantes agentes econômicos atraindo parceiros, investimentos e gerando emprego e renda a milhares de brasileiros.
 

6) Finalmente, sendo a Lei Federal de Incentivo à Cultura uma das principais fontes de captação de recursos para a viabilização de atividades de caráter cultural, e o FNC - Fundo Nacional de Cultura, o principal instrumento disponibilizado pelo Estado brasileiro para a concretização das tarefas de formação e organização do público objetivando dar garantias dos direitos constitucionais e da construção de uma verdadeira e democrática cidadania audiovisual PROPOMOS:
 

a) Inserir no Art. 8º do Projeto de Lei a criação de um Fundo Setorial específico de Fomento e Desenvolvimento do Cinema Não Comercial, com destinação exclusiva de recursos para atender através da SAV - Secretaria do Audiovisual, as ações e projetos relacionados ao setor acima referido, entendendo-se como “cinema não comercial” as ações e projetos desenvolvidos pelos produtores de curtas e médias metragens, documentários, cinema de animação, cineclubes, festivais, preservação, memória, formação, pesquisa, projetos e produções televisivas realizadas pela Tvs comunitárias, educativas e públicas.
 

b) Inserir no Art. 9º do Projeto de Lei um paragráfo 5, com o seguinte conteúdo:
 

§ 5o Quinze por cento (15%) das receitas previstas nos incisos de I a XIX do artigo 9, excetuados os previstos no inciso XII, serão especificamente e integralmente destinados ao Fundo Setorial de Fomento e Desenvolvimento do Cinema Não Comercial, também percentualmente alocadas em categorias de programação específicas para cada uma das atividades relacionadas ao setor do Cinema Não Comercial.
 

Finalmente, salientamos, que estas proposições são resultado de debates estabelecidos pelas entidades proponentes com todos os outros setores atuantes neste segmento do audiovisual brasileiro e visam promover uma ação direta de contribuição para o aprimoramento do Projeto de Lei através da garantia do atendimento das necessidades de continuidade do fomento e desenvolvimento dos referidos setores.
 

Cordialmente,
 

Solange Lima - Presidente

ABDn - Associação Brasileira de Documentaristas

 

Geraldo Moares - Presidente

CBDC - Coalizão Brasileira Pela Diversidade Cultural

 

Antonio Claudino de Jesus - Presidente

CNC - Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros

 

Pedro Lazzarini

Presidente Sindcine

 

Jorge Moreno

APBA - Associação das Empresas Produtoras de Audiovisual

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O Ministro da Cultura, Juca Ferreira, ministrou ontem em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, uma conferência sobre a reformulação da Lei Rounet. Na ocasião, Juca falou sobre o que deve mudar quanto ao FNC e Mecenato, apresentou dados do balanço feito pelo IBGE no país sobre o acesso dos brasileiros à cultura, bem como sobre o que será implementado para fomento da área cultural no país.

O ministro afirmou ainda, em entrevista concedida ao ABD no Ar, que irá corrigir as incongruências da Lei Rouanet que supostamente poderiam prejudicar a SAV, pois há competências da SAV que não cabem à ANCINE. Para tanto sugeriu organizar uma comissão que entregasse uma proposta em dez dias. A conferência contou com presença de autoridades e representantes da área cultural do Estado. A realização é da Fundação Municipal de Cultura (FUNDAC).



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Romeu di Sessa produz coletânea de curtas de SP

21 abr 2009 Em: ABD no ar
Romeu de Sessa inova o trabalho da ABD SP lançando coletânea de curtas metragens produzidos em MS. O ABD NO AR mostra trechos desses curtas incluindo um dirigido pelo diretor paulista.
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Sobre a ABD

A ABD completou esse ano 36 anos de milit7acirc;ncia e articulações em prol do audiovisual brasileiro. Esse site representa as 27 ABDs presentes em todas as unidades federativas do Brasil, concretizando assim a pluralidade cultural existente em nosso país, dando visibilidade as ações e conquistas em prol dos realizadores curtas-metragistas e documentaristas de todo o país.

As bandeiras, desafios, a diversidade nesta imensa geografia continental não nos intimida, pelo contrário, nos sentimos fortalecidos pelos mais de 1.000 associados diretos em todas as regiões, por nossos parceiros dos convênios nacionais e locais, da contribuição nos diversos fóruns, debates e mesas pelo país, fomentando mercados estaduais, regionais e nacional. Temos a satisfação hoje do reconhecimento nacional de nossas conquistas e pela contribuição de todos os agentes que participam e contribuem de maneira concreta e objetiva em toda a cadeia produtiva do audiovisual brasileiro, o que ratifica nossa importância como referência e apoio a cada realizador.


REGIONAIS

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