O documentário foi o responsável pelo registro das primeiras imagens do cinema, o cinema nasceu documentando o cotidiano, a vida.
O filme documentário é muito mais do que um registro imediato dos fatos. Ele é testemunha da História e também uma forma de cada um expressar para a sociedade a sua forma de ver o mundo. Por isso acreditamos que quanto mais documentaristas estiverem em atividade, mais riqueza de informações teremos, pois cada novo documentário nos traz uma leitura diferenciada. Ele é ferramenta de resgate, denuncia ou afirmação e hoje se impõe a cada dia
na medida em que a maioria dos canais de TV e as novas janelas se abrem para este formato, seja de curta, media ou longa duração.
Há uma nova ordem se instalando no audiovisual em todo o mundo e a forma de registrar a realidade é cada vez mais dinâmica e criativa, comportando vários formatos. É preciso adotar e fortalecer políticas e iniciativas, a exemplo do DOC TV, que fez desfilar em horário nobre de TV a diversidades cultural do nosso país através dos documentaristas de todas as regiões. Fortalecer a identidade cultural do nosso povo, que hoje assume ele mesmo, em todas as regiões, nas escolas e nas aldeias, nos pontos de cultura e nas comunidades, nas cidades e nos rincões, a tarefa de registrar suas próprias imagens, numa prova de que o ato de documentar não tem fronteiras. E a implantação da banda larga nos obriga a pensar em novas alternativas para a democratização dessas imagens e para o fortalecimento dessa atividade.
O Dia do Documentário foi pensado no sentido de destacar a importância desse gênero, fortalecer o seu papel junto à sociedade e estimular a sua visibilidade, bem como de resgatar a obra dos nossos documentaristas que foram esquecidos. A ABD entende que a criação dessa data comemorativa é uma forma de reunir os diversos agentes envolvidos na produção e difusão de documentários e gerar debates e novas proposições para o setor, firmando-se, assim, como um evento de forte integração e enriquecimento sócio-cultural.
Solange Lima
Presidente da ABD Nacional
Informações sobre o DIA
Sinopses
Sinopse 1
Um golpe de estado num país imaginário da América Latina. O poder. A repressão. O filme que levou seu realizador aos porões da ditadura.
Sinopse 2
Manhã cinzenta aborda um golpe de estado num país imaginário da América Latina, no qual os estudantes assumem o poder. O filme aborda de maneira pioneira a questão do movimento estudantil no Brasil em 1968. Foi a primeira produção brasileira a ganhar o prêmio Obernhausen, na Alemanha Oriental.
Ficha Técnica
Manhã Cinzenta
Direção: Olney São Paulo
Produção: Olney São Paulo, Ciro de Carvalho Leite Roteiro: Janet Chermont (escritor), Sonélio Costa (escritor), Maria Helena Saldanha (escritor)
Montagem: Luis Tamin
Fotografia e Câmera: Jose Carlos Avelar Gênero: Drama
Elenco: Sonelio Costa, Janete Chermont Origem: Brasil Duração: 21 minutos Tipo: Média-metragem
Biografia - Olney São Paulo
Filho de Joel São Paulo Rios e Rosália (Zali) Oliveira São Paulo, Olney fez os primeiros estudos em sua cidade natal. Perde o pai Joel aos 7 anos de idade, e vai morar com seu avô, o tabelião Augusto Aclepíades de Oliveira, em Riachão do Jacuípe.
Em 1948, o avô leva Olney, sua mãe, Dona "Zali", e seus irmãos Valnei, Valdenei e Walneie, para morar em Feira de Santana, que neste período já era o entreposto comercial mais importante do sertão baiano. Ali o menino continua seus estudos no Colégio Santanópolis.
Algum tempo depois D. Zali se casa novamente e Olney ganha mais três irmãos - Carlos Antônio, Colbert Francisco e Alberto Ulysses. Olney se destaca no colégio, participando do grêmio, escrevendo sobre a cinema no jornal do colégio e afinal é escolhido orador da turma do ginásio.
A paixão pelo cinema nasceu com a chegada a Feira de Santana da equipe do diretor Alex Viany, em(1954), para filmar o episódio “Ana” do filme “Rosa dos Ventos” (Die Windrose), com roteiro de Alberto Cavalcanti e Trigueirinho Neto. Olney engaja-se na equipe durante todo o tempo em que esteve em Feira de Santanae, acompanha as filmagens e atua como figurante em algumas cenas. Em carta escrita a Alex Viany, em 05 de novembro de 1955, escreve: “Eu sou um jovem que tem inclinação invulgar para o cinema. Porém, como neste mundo aquilo que desejamos nos foge sempre da mão, eu luto com incríveis dificuldades para alcançar o meu objetivo”.
Em 1955, é redator do jornal "O Coruja". Sob o pseudônimo de Conde D'Evey escreve sátiras e críticas ao colunismo social de Feira de Santana, na coluna Causerie, para desgosto da burguesia local. Escreve também sobre literatura e artes. Também cria e dirige o programa “Cinerama” na Rádio Cultura de Feira de Santana, onde comentava filmes em exibição e novidades da produção mundial. Leciona Contabilidade Pública e a Organização Técnica Comercial na Escola Técnica de Contabilidade da cidade. No mesmo ano, é aprovado no concurso do Banco do Brasil. No ano seguinte, leitores ofendidos forçam Olney a encerrar a coluna Causerie. O programa de rádio também chega ao fim.
Na impossibilidade de realizar produções cinematográficas escreve sobre casos e fatos - alguns verídicos, outros imaginários - transformando-os em novelas e contos, escritos em estilo cinematográfico, abordando temas nordestinos - o misticismo, a magia do seu povo, personagens e histórias do sertão reconstruídas em narrativa linear, encadeada à moda do cancioneiro popular -, registrando o linguajar regional do catingueiro.
Ainda em 1955, com fotógrafo Elídio Azevedo, produz seu primeiro curta-metragem - “Um crime na feira”. Com uma filmadora 16mm Kodak antiga e, coletando dinheiro entre os amigos, compra os negativos. Filma o roteiro em sequência linear, efetuando os cortes com as paradas na própria câmera, já que não dispunha de moviola. Finalizado entre 1956 e 1957, com dez minutos de duração, o filme é exibido em clubes de Feira de Santana e outras cidades do interior da Bahia, acompanhando espetáculos teatrais que o próprio Olney organizava, pela Associação Cultural Filinto Bastos. Nessa época, Olney cria a Sociedade Cultural e Artística de Feira de Santana (SCAFS) e o Teatro de Amadores de Feira de Santana (TAFS).
Em maio de 1956, conquista a Menção Honrosa do Concurso de Contos da revista “A cigarra” do Rio de Janeiro, com o conto “Festim à meia-noite”. Em outubro do mesmo ano, conquista outra Menção Honrosa, desta vez com o conto “A última História”.
Começa a se interessar pela obra de Jorge Amado. Escreve-lhe algumas cartas, entre 1956 e 1957, pedindo informações sobre o andamento das filmagens de algumas de suas obras.
Em 1958, Olney é baleado pelas costas pelo amigo Luiz Navarro. Ambos disputavam a jovem Maria Augusta. Navarro diz que foi acidental. O ferimento perfura seu pulmão esquerdo.
Em 1959, durante uma viagem a Maceió, Alagoas, adquire uma câmera Bell & Howeel. Escreve o roteiro do documentário “O Bandido Negro”, sobre um personagem da literatura popular, Lucas de Feira (1804-1849), chefe de um bando terrível, que assolou a região de Feira de Santana, realizando saques e assaltos e também lutou pela abolição da escravatura na Bahia. Escreve também o roteiro do O vaqueiro das caatingas”, ambos os roteiros não concretizados por falta de recursos.
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Dani Fernandes Diretora de Comunicação ABD Nacional (31)3201-9665/9805-9625 Facebook- Dia do Documentário Twitter – @dia_doc www.abdnacional.com.br