O diretor de regionalização da ABDN, Afonso Galindo informa e pede apoio das demais associadas para um problema regional grave que o caso do cinema Olympia.Sua luta esta nos seus emails e no manifesto abaixo que todos devem opinar enquanto no nosso grande site não vem. Há mais de um ano, nós do coletivo audiovisual paraense (digo assim pelo fato da ABDeC estar a frente, mas sempre haver a participação de amantes do cinema e simpatizantes a causa) temos como bandeira nacionalmente a preservação do Cinema Olympia.

A falta de interesse “real” e do compromisso em honrar o que foi assumido na época pelo Sr. Prefeito e responsáveis pela FUMBEL é no mínimo espantosa.

FECHADO PARA REFORMA é o espelho do interesse na preservação do espaço.

O projeto apresentado (e defendido até hoje por nós) de que o Olympia se transforme em tela aberta para o cinema nacional, com espaço multiuso para cursos e pequenos espetáculos (na parte de trás do prédio, hoje ainda abandonada) revitalizando assim o trecho da primeiro de março, da exposição permenente do audiovisual paraense, da videoteca amazônica, da lojinha de produtos... foram literalmente jogados no lixo.

Mesmo nos colocando a disposição para contatos com o governo (que no ínicio, por ser uma gestão de partido contrário dificultou muito, mas posteriormente aberta mediante diálogo com a nossa intervenção), o contato com o Ministério da Cultura, a proposta junto ao MONUMENTA... tudo relegado ao esquecimento por egos magoados.

Evocamos então qual seria o motivo da impossibilidade de enchergar a importância do Espaço Olympia, de sua representatividade para o cinema nacional e para o Norte. Isso, parece nos conduzir a reflexão para a frase: Fechado para Reforma. Refoma “de que”? O fato desta administração não conseguir ter a gerência necessária em resolver o problema do Teatro Municipal e querer resolver o problema com Olympia (em atividade na expressão desde 1912) subutilizando a estrutura? Isso entristece, e muito.

Falta é interessse, compromisso, respeito com a produção audiovisual e com a verba pública.

Após meses (entre telefonemas, entregas de ofícios, reuniões com diversas pessoas e que inclusive foram repetitivas) para que o projeto fosse realizado, e nada de concreto. Até foi publicada uma portaria, nomeando um comitê gestor...é nada aconteceu, sequer uma satisfação. Nos oferecemos inclusive para estruturar, orçar e captar.... e nada.

Tornar isso público é necessário. Pelo fato que o silêncio se tornar insurpotável. Esta situação de “calar” por não ser politico “falar”, realmente sufoca.

Ser político, não é calar. Ser político é ter a conciência da importância do espaço e da história do lugar, como cidadões ativos e militantes do audiovisual. É inaceitável perceber o descaso para com nossa cultura e nossa memória das autoridades competentes deste município.

Abaixo, remetemos o manifesto (distribuido ná época e entregue ao Sr. Prefeito), sugestão de termo de referência (repassado a FUMBEL) e a proposta de projeto repassada (também a FUMBEL)

Atenciosamente.

Afonso Gallindo
Cidadão Paraense/Brasileiro
Militante Cultural do Audiovisual